quinta-feira, 14 de junho de 2007

Poema maior


O poema

Mário Quintana


Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na
[floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição
[de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.

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