Acenos





Hoje o dia tem acenos e é volátil.
Versos me espiam pelos cantos da casa e se dissolvem em preguiça
no corredor.
Percorro três canções e a vida dos insetos me assombra,
tamanha maravilha.
Há um trânsito de vozes e segredos rumo à varanda
e dentro de casa.
No silêncio da rua sombras experimentam roupagens,
atravessam vãos,
como se fosse domingo.
De manhã cedo era o dia do Senhor,
havia abraço, choro, aflições e o Magnificat.
Volto para casa repleta.
Lagoa de Itacimirim. Foto de Mário Vítor.

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