Flashes
Coisas vistas de relance, contos mínimos que gostariam de ser escritos.
Eu poderia ser essa página em branco querendo ser escrita,
se tivesse um livro de cabeceira.
Se tivesse um tempo de cabeceira, essa coisa entre parênteses.
Mas às vezes durmo
para sempre.

Este é o tempo, e não me pertence.

Este conto que se quer escrito é fragmentos.
Coisas ditas, e seus silêncios.
Cantos de coisas, prefiro,
pedaços de olho, mão, voz.
Frases reunidas absolutamente ao acaso,
aquilo que às vezes se escuta, dialogia possível.
Aquilo que seguimos pensando, almas do intangível,
plano sem tempo marcado,
onde tudo flui e acontece vivo.
Sombras. Foto de Mário Vítor Bastos.

Comentários

Raiça Bomfim disse…
Quando o poema ainda é poesia demais para a palavra. Não cabe.
E as mãos arteiras tentam, tantas vezes sem sucesso, recriá-lo na mensura do alfabeto...

Postagens mais visitadas