quarta-feira, 22 de agosto de 2007



São estes os acontecimentos:
A tarde me possui que me dissolvo.

A chuva me disseca.
Tenho que fechar os olhos para não desvairar totalmente, tomada em pleno trânsito por tal aflição.

A chuva são mil vagalumes, imagens inebriantes.
A chuva é delírio, desvario em plena tarde.
Intoxico-me sem defesas.
As margens da rua são magia, pura vibração e me emociona até mesmo uma fachada de shopping onde as sombras flutuam pelo efeito das luzes dos carros que passam.
Isso a chuva faz comigo.
Querer pensar em nada.
Dissolver-se. Foto de Mário Vítor.

2 comentários:

Raiça Bomfim disse...

Ana,
já falei com maínha e te esperamos pra tomar um café e não pensar em nada sob a mangueira e a gameleira cá de casa. A gente combina por e-mail um dia que esteja bom pra você.

Beijo afetuoso, Aninha.

Pavitra disse...


eu não saberia falar do meu sentimento pela chuva assim, mas tbm amo a chuva...

ana, vc já conheceu alguém que nunca tivesse visto chuva até virar adulto? eu já! e foi a coisa mais linda ouvi-lo falar dela como o milagre que realmente é... e ele tbm viu 2 arco-íris no mesmo dia, e disse: pav, foi o que de mais lindo e divino me aconteceu".

adorei seu poema!
beijos