Véspera de viagem



Em véspera de viagem, posto, tardiamente, notas de uma outra viagem, quando havia um magnífico azul índigo e dança de palavras. Última ou penúltima viagem, não importa tempo ou lugar.

Quando sabia que não as domino, apenas espero os momentos de sincronicidade em que se estruturam diante de meus olhos, em formas e sons. Música que se harmoniza a si mesma. Sou apenas receptáculo.

Quando aprendi que toda e qualquer palavra me leva ao labirinto no qual meu coração permanece, assim enroscado.

Quando as palavras fazem dança, como se nada se decidisse lá fora.

Amanhecer. Foto de M.Vítor.

Comentários

Raiça Bomfim disse…
E cá fora suas palavras continuam dançando, tão lindas, e assim permanecem em minha leitura, enroscando-se em meu labirinto.


Só hoje vi seu recado no poema que me serve de fala na peça. Fiquei muito feliz em ter lhe visto lá, Ana. Muito feliz. E que legal que você reconheceu o poema! Me sinto honrada por isso também.

Beijo grande e abraço forte!

Postagens mais visitadas