quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um poema de Cecília Meirelles



Epigrama no. 2

Cecília Meirelles

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir, e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa.
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo, despovoado e profundo, persiste.

Foto de MVítor.








4 comentários:

Luísa disse...

Mas ainda bem que UM DIA vieste, felicidade!
Ainda bem que me deste oportunidade de te sentir, felicidade!
Só assim poderei falar de ti!


Adorei o poema!

Mariana disse...

diálogo bastante difícil, uma vez que a felicidade é tão difícil de encontrar...rs

lindo poema, Ana.

beijo

Pavitra disse...


ana,

dei conta agora de que
adoro cecílias - duas delas...

vou deixar tbm aqui a resposta que deixei no meu poema pra vc:

suas palavras, seus poemas, suas prosas
alimentam e inspiram...
por isso eu viajo e solto o verbo e verso no seu canto...
já admirava vc antes mesmo de termos esse contato aqui!

eu que agradeço a graça recebida.
beijos!

Casulo Temporário disse...

Postei este poema porque o encontrei copiado em um caderno antigo, de quando eu tinha 14 anos, muitos anos atrás...

Ele me comove até hoje.

E me comove ainda pelas palavras de vocês.

Mas sou mais otimista agora: acredito na felicidade.

beijos pra vocês!