
Em véspera de viagem, posto, tardiamente, notas de uma outra viagem, quando havia um magnífico azul índigo e dança de palavras. Última ou penúltima viagem, não importa tempo ou lugar.
Quando sabia que não as domino, apenas espero os momentos de sincronicidade em que se estruturam diante de meus olhos, em formas e sons. Música que se harmoniza a si mesma. Sou apenas receptáculo.
Quando aprendi que toda e qualquer palavra me leva ao labirinto no qual meu coração permanece, assim enroscado.
Quando as palavras fazem dança, como se nada se decidisse lá fora.
Amanhecer. Foto de M.Vítor.


