Espanto




Na avalanche,
os poemas inventam lugares.
Registros em água, vento, chuva.
Assim vou achando rabiscos,
notas para um depois.
Nunca chegado.

Em Brasília, a chuva era açoite,
a cidade atônita.




Publicado em "Uma Vaga Lembrança do Tempo".
Foto de MVítor.

Comentários

Maria Muadiê disse…
Até na avalanche você sensível e delicada.
um beijo

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