domingo, 3 de maio de 2009

Espanto




Na avalanche,
os poemas inventam lugares.
Registros em água, vento, chuva.
Assim vou achando rabiscos,
notas para um depois.
Nunca chegado.

Em Brasília, a chuva era açoite,
a cidade atônita.




Publicado em "Uma Vaga Lembrança do Tempo".
Foto de MVítor.

Um comentário:

Maria Muadiê disse...

Até na avalanche você sensível e delicada.
um beijo