Um poema de Raquel Martins




L U Z



Na casa
há maçanetas
e treliças, mas
a porta do meu quarto
não tem chaves.
Todo mundo vê
a magreza do meu lombo
cansado de trabalhar.
Todo mundo vê
o flagelo do meu sexo
cansado de amar.
Todo mundo vê
meu rosto esmaecido,
meus cabelos brancos
desmaiados
e meus olhos...
Ah, meus olhos!
apesar de tudo,
iluminados.


Sarça. Foto de MVítor

Comentários

Patrícia disse…
Ana,
como vc conseguiu esse poema?
bjo,
Pat.

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