Um poema de Eugénio de Castro, celebrando um novo tempo de liberdade




Epígrafe

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante,
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre...

Homem, que fazes tu? Para que tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa...


Ode à liberdade. Foto de MVítor.

Comentários

Janaina Amado disse…
Mas é preciso ser um poeta muito bom, como Eugénio de Castro, para poetar tão bem sobre tema tão batido e difícil, né não? Obrigada pelo poema e um grande abraço pra você!
Maria Muadiê disse…
o poeta é muito bom e a foto de Mário Victor é também uma ode à liberdade.
Ana Cecília disse…
Jana, Martha,
sempre é tão bom quando vocês passam aqui.
Gosto muito desse poema, e ele expressa minhas primeiras sensações após o fato de que estou aposentada da universidade. Continuo trabalhando, porém com maior liberdade. Tudo se apresenta numa nova escala de tempo.
é ótimo!
abraços carinhosos.

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