sábado, 12 de setembro de 2009

11 de setembro

Denso, denso.
Minutos que se poderiam esculpir.
Setembro vem impiedoso.
Manhattan dinamitado, coração implodido.
E pensar o quanto lamentamos “não poder, sozinhos, dinamitar essa ilha”...

Nossa pequenez, a vida e o turbilhão de cartas postas sobre a mesa.
Nenhuma mesa, aliás, nenhum chão, nenhuma certeza.

A fissura da imprevisibilidade e da
medida que cabe ao homem,
ante a Salvação prometida, vivida, feito morte e vida.

Nossa cegueira, nossos falsos ídolos.
O coração pequeno, minha viagem contida numa guerra.
Minha própria guerra me ocupa.
Vida a que me apego, vida que vislumbro,
vida de que fujo.
Graça imerecida, vãs as minhas palavras.
Só Tu, Senhor, tens palavras de vida eterna.


Publicado em A Impossível Transcrição.

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