sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Móbile



Novos espaços,
e os mesmos labirintos de ocultamento e disfarce.
Perturbação e enleio, desconforto no próprio eu.

O eu está desconfortável.
Como o equilibrista do Cirque du Soleil, confia naquele que segura os fios.
Seu movimento é ilusão, só existe nas mãos daquele.

O equilibrista está desconfortável.
Inventa nós e tranças.
Abismos e angústias nada mais são que disfarces.

O salto no infinito.


[Publicado em A Impossível Transcrição.]
O trabalho de Igor Souza, Sem título, está disponível em http://www.fotolog.com.br/igorsouza/

3 comentários:

Janaina Amado disse...

Oi, Ana Cecília, saudade. Como conheço este salto no infinito, o desconforto - em mim é medão, mesmo - que causa. O poema me tocou. Bom final de semana!

Janaina Amado disse...

PS - Que lindo quadro, vou procurar conhecer melhor o trabalho de Igor Souza.

Raiça disse...

O salto no infinito!!