Escritos extraídos do silêncio (I)


[Um tempo de silêncio e prospecção. A pretexto disso, retomo antiga coleção de escritos - extraídos do silêncio.]

Na calada da noite,
esboço um frágil exercício de recolher escritos.

Na calada de mim mesma,
escritos extraídos do silêncio.

Silêncio e mudez.
Fluxo que acontece à minha revelia,
enquanto pastoreio nuvens, deserta de mim,
ausente do concreto.

O chão, impossível sempre.


Bananeira. Foto de MVítor.

Comentários

Cosmunicando disse…
do título ao poema, esse recolhimento, essa introspecção lindíssima...
beijos
Mariana Botelho disse…
Ana, que lindo.

Adoro o silêncio.
Ana Cecília disse…
que seria de nós sem o silêncio, não é?
Mê, obrigada também pela postagem no Literapura.´
grande beijo!

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