VIETNÃ. Um poema de Wislawa Szymborska




Mulher, como te chamas? - Não sei.
Quando nasceste, tua origem? - Não sei.
Por que cavaste um buraco na terra? - Não sei.
Há quanto tempo estás aqui escondida? - Não sei.
Por que mordeste o meu anular? - Não sei.
Sabes, não te faremos mal nenhum. - Não sei.
De que lado estás? - Não sei.
É tempo de guerra, tens de escolher. - Não sei.
Existe ainda a tua aldeia? - Não sei.
E estas criancas, são tuas? - Sim.

WISLAWA SZYMBORSKA, nascida em Kórkik, Polônia, 2 de Julho de 1923, foi Prêmio Nobel de Literatura em 1996. Ver perfil em http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet265.htm. O poema acima foi transcrito de http://justme-anordinarygirl.blogspot.com/2009/05/maes.html. Desconheço quem traduziu para o português.
Imagem: edição de Helena Martinelli.

Comentários

Cosmunicando disse…
às vezes em meio ao caos, isso é tudo que resta.
lindo demais.
obrigada pela mensagem que me mandou, Ana.
beijão
Janaina Amado disse…
Não sei. Só sei que o poema é comovente.
que delícia encontrar teu casulo.

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