Um caderno amarelo e vôos


A infinita alegria do amarelo. Esta janela que se abre, este avião, tantos vôos. A cada dia, o mesmo material, as mesmas imagens, recorrências.

Fluência prestes a se desatar. Repouso em palavras que leio. Em mim, ainda o silêncio da impossível transcrição. De outras poéticas. Do que realizo, missão que cumpro, quase que um legado.

Venho ao Crato, desatando, à primeira vista, estranhamentos. Registro de afeto, subjacente, como se o tempo não transcorresse. Agora espero sobrevoar o Cariri, seu céu amplo, seguro como um abraço.

Dentro de mim, ainda, meu olho esquerdo que não posso arrancar.

Comentários

Thalita, disse…
É impossível não se encantar com o Cariri, eu acho. Sempre que vou pra lá um sentido a mais se revela...

Mas por falar em beleza, eu conheci a Bahia (veja só! Você veio pra cá e eu fui praí) e, nossa, que coisa maravilhosa.

Lindo ler sobre o amarelo aqui.
Beijo.
Mariana Botelho disse…
Ana,

Imagino o contexto e imagino a beleza de tudo isso. Mas literariamente falando, esse final ficou de matar... uau!

beijos
Ana Cecília disse…
obrigada, queridas.
É sempre do dentro que a gente fala, não é?
beijos!
ParadoXos disse…
amar ela em forma de palavras arrancadas à força do voo!


abraços

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