quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estrela




Estrela devora planeta,
exuberante.
Já a minha poesia, surge clandestina.
Habitua-se ao gemido,
soluço entrecortado,
grito quase estancado,

em suspenso.




[Notícia completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u698907.shtml]

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dois poemas de Plínio de Aguiar

Presente de grego


Obrigado, mas vida
não é fruto, flor, soluço,
adversativa?

Seja no átomo,
no prato, no dia,
quequervida?

Obrigado, mas vida
é vida mesmo?
CavalodeTróia?

Quantos vezes sentou,
comeu fumou andou bebeu fodeu
olhou sorriu e um amigo:

- É comigo?

Vida desdenha quem
num momento?
Se dá, se empresta, se vende?
Cabe
no terraço calvo
do prédioàfrente?



Poema

o besouro pousou
na tela do monitor
havia um poema
no computador

o besouro passou
pelo poema em flor
abriu asas, parou



Em: Lira Rústica, publicado pela Booklink, Rio, 2005.
homepage do autor: www.booklink.com.br/plinioaguiar
email: baptista8@ig.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010