Estrela




Estrela devora planeta,
exuberante.
Já a minha poesia, surge clandestina.
Habitua-se ao gemido,
soluço entrecortado,
grito quase estancado,

em suspenso.




[Notícia completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u698907.shtml]

Comentários

Cosmunicando disse…
saudades de sua poesia, clandestina e densa :)
beijos Ana
BAR DO BARDO disse…
Texto forte e em suspenso...
Ana Cecília disse…
Obrigada, queridos, pela visita!
às vezes sinto a poesia em suspenso, seu lugar entre os abalos deste mundo. Uma angústia de palavras em excesso. E o que é de nós, poetas? que a nós nos cabe ser tomados por tanto sentir em tempos de tantos sinais?
Abraços!
Janaina Amado disse…
Lindos, o poema e o seu comentário. Acho que essa "angústia de palavras em excesso" é sina de poetas. Não só deles, eu diria: dos escritores. Abraço.
Cadinho RoCo disse…
Luz de poesia estelar.
Cadinhho RoCo
Gerana Damulakis disse…
Muito bacana, Ana Cecília.
Raiça Bomfim disse…
Hoje tive em meu texto também uma estrela. E aqui, vejo a estrela, os versos, e os dois me devoram.
Ana Cecilia disse…
Poesia estelar, queremos isso, não é?
Obrigada pela visita de vocês!

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