Quando faz silêncio no blog: rol de motivos igualmente plausíveis




Há no mundo palavras em demasia,
mas sinto que perco a palavra.

Escrevi 400 páginas insensatas, secretas.
Criei barreiras, esquizofrênico split.
Agora me travo na superfície, eu expectadora,
não a que sente e vive.

Eu através de uma imagem apresentada a outros, em espaço virtual.
Daí o silêncio.

Nesses dias sintonizo delírios, faço contato com a raiz da palavra, fonte viva, inconsciente, energia em mim como se intacta, geradora de palavras e imagens.

Ainda temo que, ao recuperar a palavra minha mesma,
tenha envelhecido.

Comentários

Ana,
Que bom poder entrar em contato com sua palavra também aqui!
Poder aprender observando de perto suas palavras e ações, que invariavelmente expressam sua beleza, sua humanidade, seu brilho, sua verdade!
duvido que tenha!
gostei do retorno (fez falta)
Beijoos
Maria Muadiê disse…
Às vezes, eu temo perder as pelavras.
Ana Cecília disse…
Martha, seria como perder a pele...
Jamile, acontece mesmo, é um hiato, um excesso de palavras que passam ao largo, quando a gente se anestesia.
Rê, obrigada!
beijos pras três.

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