Poema da espera





Para Mário Vítor, em 8 de maio de 1981



A ti não sei que diga

que te vivo tanto

e te amo a cada minuto,

enternecida ou aflita,

na longa espera que se faz sonho

e te faz vida.


A ti não sei que diga,

se tão somente te quero e se,

em qualquer forma ou tempo,

te amo,

transpostos quase

quaisquer condições ou medos.

E se me enterneço e choro

por tua simples vida,

absoluta sobre tudo.


E se assim te amo,

nada mais te digo agora,

quando me cantam pássaros no coração,

e a música do mar paira sobre automóveis

e o céu de maio me devolve

surpreendentes nuvens cor-de-rosa

na esquecida paz do entardecer.


Qualquer palavra cala,

se tenho na alma

contornos inesperados,

brinquedos, canções e risos,

melodias de amor e esperança.



Foto: Pipa. Mário Vítor.


Comentários

Elinalva Bastos disse…
Agora, é ele que vive esse momento.
Abraços
Mario Vitor disse…
Que lindo, Mãe! Também já te amava desde aquela data!

(Morra de inveja, Ana Clara! hehehehehe)

bjos!
Soraya Salomao disse…
Que bonito o seu poema de espera! Que bonita você!!!
Stela disse…
Ana, cada dia fico mais enternecida com tua poesia. Bela!
beijo
Que lindo querida Ana!

Palavras leves e profundas...

Acho que só entenderei mesmo quando for mãe, essa plenitude que você fala!

com carinho,
Renata.
O amor das mães salva o planeta Terra todos os dias! Seu trabalho é lindo Ana.
Beijos de Alvinho.

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