terça-feira, 27 de maio de 2014

Na virada dos 60




Na virada dos 60, preparo um livro, na companhia de amigos, de meu filho Mário Vítor, de meu irmão Paulo de Tarso.

Artesanal, feito à mão, quer dizer: com multiplicado afeto.

Esse livro não foi feito "de propósito"; simplesmente aconteceu, a partir de anotações de viagem, em que impressões de paisagens e experiências vão dando lugar a memórias de outro tempo e lugar, até que os sonhos vão falando mais e mais forte. As fotos trazem um registro especial de lugares, vez que revelam ângulos não tão usuais, revelam a experiência vivida, o sentimento singular do viajante - meu filho - para as fotos mais belas - ou eu mesma.

Está hospedado no ISSUU, no link abaixo. Estou ainda tentando inserir o link no blog, para facilitar o acesso.

http://issuu.com/acecil/docs/andancas_by_ana_cecilia_de_sousa_ba?e=3817220/8019863

Com este gesto, celebro a vida, registro de encantamento e estranheza, silêncio e infinita gratidão.

Quando o livro já estava pronto, editorado, prestes a ser aninhado ou hospedado no ISSU (e como esses termos, no ainda tão desconhecido mundo virtual em que cada vez mais navegamos, são cheios de acolhimento!), encontrei a epígrafe perfeita, que precisei incluir e que trago neste post:



Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).
(Em: Passagem das Horas.)